Faz setenta e cinco dias. Amy está cansada da atenção súbita dos seus pais nela. E ela está realmente cansada das pessoas perguntarem sobre Julia. Julia se foi, e Amy não quer falar sobre isso. Ninguém conhecia Julia como ela. Ninguém entende o que a vida está tirando dela. Ninguém entende o que é saber que tudo foi sua culpa. A terapeuta de Amy acha que ela deve manter um diário, mas em vez disso, Amy começa a escrever cartas para Julia. E enquanto ela escreve carta após carta ela começa a perceber que o passado guarda seus próprios segredos - e que o presente merece uma chance.
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- Esse foi um dos livros que comprei no
Better World Books com um preço super pechincha por ser uma edição
hardcover. Aqui no Brasil, o livro vai ser lançado pela
Editora Underworld, mas acho que ainda sem previsão de lançamento.
Demorei um pouco pra ler, principalmente por pensar em se tratar de uma leitura pesada e triste. Confesso que o livro é bem isso, mas gostei bastante da escrita da autora.
O livro se trata basicamente sobre perda e culpa. A personagem principal perde a melhor amiga e em todo o momento se acha culpada pela morte dela, mas enquanto ela sofre com esse sentimento ela vai percebendo que ela não era tão feliz como ela pensava e que ela tem que mudar, especialmente devido as consequências deixadas pela morte da amiga, que a persegue em todos os momentos.
O livro todo é intercalado por cartas e normalmente, em primeira pessoa. Gostei bastante desse diferencial, de uma forma que não deixou a leitura cansativa. Já que todo a culpa que a personagem carrega poderia deixá-la um pé-no-saco e uma reclamação atrás da outra.
Confesso que a personagem é sim reclamona, só que o interessante do livro é como ela percebe que nem tudo se resume a Julia. Que desde que ela apareceu na vida de Amy tudo era apenas Julia e ela estava deixando de ser uma pessoa normal, vivendo alienada à amiga.
É, afinal de contas uma história triste, mas a autora mostra também o processo de superação, que por sinal, foi a parte que eu mais gostei.
Não é um tipo de leitura que eu estou acostumado, mas estou ficando bem satisfeito com os últimos livros que eu li. Faz parte de um YA mais contemporâneo, como - David Levithan ('Boy Meets Boy') ou algo mais voltado ao drama como esse.
Recomendo para todo mundo que adora young adult, só que quer fugir um pouco do sobrenatural, que aliás está virando 'tudo da mesma coisa', rs.
"What do I know about comfort, about making things better? I only know how to make them worse."
4/5