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terça-feira, fevereiro 21, 2012

E o DESAFIO 2011 hein?

Desafio com resultado #FAIL hein João
Então, em 2011 eu entrei no DESAFIO 52 Semanas/52 Livros da Lívia do Wishing a Book e no final nem consegui terminar - #LíviaMeMata

Cheguei perto de conseguir, perto mesmo. Li 51 livros. Agora em 2012, estou mais lerdo que tudo para ler, estou achando que um desafio não vai ser muito bom. Nem vou listar a minha lista de desculpas por ler menos, mas estou sentindo que vai ser um ano mega difícil, resumindo - sem desafios por enquanto! rs.

Quero agradecer a Lívia que além do desafio também me fez participar do Rehab que foi de muita ajuda mesmo. Estava bem compulsivo e lendo muito pouco do que tinha, parei completamente com as compras e consegui ler tudo, ou quase tudo, não importa, mas estou aí com a minha estante com apenas 3 livros ainda pra ler e bem feliz por ter parado de me endividar! *_____*



quarta-feira, dezembro 28, 2011

RESENHA: Jane Eyre - Charlotte Brontë

.Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.
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- Não sou muito dos clássicos, gosto, mas é muito difícil eu ler mais de um por ano. Acabo sempre tendo uma queda por Young Adult e me rendendo a sua leitura fácil e descompromissada, mesmo às vezes eu dizendo que nunca mais vou ler algo com tema sobrenatural ou etc.

Sou dos clássicos românticos, com histórias de amor complexas ao extremo. Já havia lido outro livro das irmãs Brontë e adorado - 'O Morro dos Ventos Uivantes' - Emily Brontë. Mas, não são elas apenas que me fizeram ter mais vontade de ler os clássicos, Jane Austen tem a sua parcela de culpa com o seu 'Orgulho & Preconceito'.

Comprei o livro em inglês e mal sabia que ele tinha lá suas mais de 600 páginas. O tanto de páginas não me intimidou, mas a linguagem me fez sofrer. Não estava acostumado e confesso que demorei duas vezes mais tempo por causa da linguagem de época.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Jane, na forma de uma autobiografia. A história da pobre Jane é contada desde a sua infância até a vida adulta e nossa, já digo, a coitada sofre. Não é uma história fácil, nem para o leitor, nem para os personagens. 

Mas não quero mais falar da história, a essência da história está na descoberta dos acontecimentos. Porque se tem uma autora que sabe sambar na nossa cara com acontecimentos é a Charlotte. Confesso que a maioria deles eu mal esperava e isso me surpreendeu. Outro ponto é o mistério/suspense que o livro nos apresenta, muito mal explorado por sinal no filme lançado esse ano.

As partes que eu mais adorei são os diálogos, adoro os diálogos, como eu adoro! rs. São tão bem escritos e a maneira de se falar daquele tempo me inspira, como também a edução e costumes.

Enfim, é um daqueles livros - TEM QUE LER! - Não importa se vai demorar, compra e deixa guardado e quando estiver preparado - leia!


"Come to me - come to me entirely now.", said he.
          "Make my happiness - I will make yours." 

5/5 
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 - Mais uma vez deixei o blog às moscas! Esse fim de ano foi meio difícil pra mim com faculdade e estágio e sem tempo pra nada. Na verdade não é desculpa porque eu já li esse livro há um bom tempo e já tinha até feito a resenha. Enfim, FELIZ NATAL muito atrasado e espero continuar com as resenhas no tempo certo!
 

segunda-feira, novembro 14, 2011

RESENHA: Água para Elefantes - Sara Gruen

Água para ElefantesDesde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.



Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. 

É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.



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- Esse é um daqueles livros que estava super relutante em começar a ler. Li a sinopse e fiquei sem expectativa/vontade de ler sabe? É uma história normal até, sem atrativos na minha opinião. Fala sobre circo, eu odeio circo. Agora, você me diz - Por que diabos eu fui ler esse livro? Também não sei, rs.

Peguei emprestado, com aquela capa com o carinha de Twilight. Não gosto de capas de filmes, acho desnecessário, mas afinal de contas nada disso importa. Eu estava errado, apesar de não gostar de nada disso citado acima, eu adorei o livro.

A história é contada na forma de flashbacks, a partir do momento em que um circo se estabelece perto da casa de repouso, Jacob começa a se lembrar dos bons tempos da juventude no circo e todas as memórias que ele teve por lá.

Gostei bastante da escrita da autora, é simples e por causa disso ela não enfeita e nem deixa mais feio do que realmente é. Afinal de contas, gostei de saber como funciona um circo, mesmo que seja um antigo. 

Adorei os personagens, principalmente os principais - Jacob e Marlena e não tem como não se simpatizar com a elefanta Rosie. 

Faço veterinária e mesmo estando no primeiro ano de curso, achei interessante os procedimentos que o Jacob se envolve e justamente por causa deles é que ele é importante para o circo. O circo é decadente, animais morrendo, pessoas vivendo em condições mínimas de higiene e pra quem gosta de animais é até cruel, o que acontece em alguns momentos. 

Enfim, como havia dito, gostei muito dessa escrita real da autora. Não sei se vou acompanhar o trabalho dela, mas 'Água para Elefantes' figura na minha lista de favoritos!

"Não adianta. Mesmo quando olho direto nos olhos leitosos e azuis no espelho, não me encontro mais. Quando deixei de ser eu?"

4,5/5 

sábado, novembro 12, 2011

RESENHA: An Abundance of Katherines - John Green

An Abundance of Katherines
Quando se trata de relacionamentos, o tipo de Colin Singleton são garotas chamadas Katherine.  E como se trata de garotas chamadas Katherine, Colin é sempre abandonado. Dezenove vezes, para ser exato.
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- Confesso que a sinopse era maior, mas como o plot central é justamente esse, não achei importante contar muito do resto.

Esse é mais um daqueles livros que comprei no Better World Books, usado e com status de Good, só foi chegar na minha casa depois de 2 meses, sim...isso mesmo. Mas, isso é algo que já me acostumei e pelo preço, nem me importo tanto com a demora. 

Como na sinopse, Colin é chutado 19 vezes por garotas com o mesmo nome. Ele é tipo um gênio que não deu certo, super inteligente....mas nada extraordinário, que poderia trazido coisas boas para ele. É depois da 19ª Katherine ter dado o fora, que ele vai junto de seu amigo em uma road trip. 

É nessa road trip bem sem destino que eles vão parar em uma cidade que nem lembro mais o nome (já faz umas 3 semanas que já li! : S) e é lá onde tudo acontece. Colin desenvolve um teorema meio fail, arruma um emprego e se torna amigo de uma Lindsay.

Foi o primeiro livro que li do John Green e depois de todo aquele alvoroço em torno de 'Looking for Alaska' tentei escolher um título dele que me interessei, mas nem tinha expectativas. Fiquei surpreso por ele ter uma escrita e caracterização de personagens bem parecida com do David Levithan de Boy Meets Boy. São personagens tão incomuns e ao mesmo tempo tão bem descritos, com manias e sentimentos tão reais, que é quase possível acreditar que você possa encontrá-los algum dia.

Achei a história no mínimo original, por isso da minha escolha. O final foi bem satisfatório, algo que faz tempo que não leio, já que devido ao tanto de séries lançadas, é difícil achar algum livro individual.

Já comprei 'Looking for Alaska' e já sei o que esperar. Agora só me falta arranjar tempo! 

"I've always felt like the Katherines dump me right when they start to see what I look like from the inside. If could people could see me the way I see myself - if they could live in my memories - would anyone, anyone love me?"

4/5 

sábado, outubro 15, 2011

RESENHA: Divergent - Veronica Roth

Divergent
Na Chicago distópica de Beatrice, a sociedade é dividida em cinco facções, cada uma dedicada ao cultivo de uma determinada virtude Candor (os honestos), Abnegação (os abnegados), Dauntless (os corajosos), Amity (os pacíficos), e Eruditos (os inteligentes). Em um dia marcado de cada ano, todos os dezesseis anos de idade devem selecionar a facção a que eles vão dedicar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a decisão é entre ficar com sua família e ser quem ela realmente é, ela não pode ter ambos. Então, ela faz uma escolha que surpreende a todos, incluindo ela mesma.  Mas Tris também tem um segredo, que ela manteve escondido de todos, porque ela tem sido alertada que pode significar a morte. E como ela descobre um conflito crescente que ameaça desvendar sua sociedade aparentemente perfeita, ela também descobre que seu segredo poderia ajudá-la a salvar aqueles que ama. . . ou pode destruí-la.
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- Quando comprei esse livro estava bem empolgado para lê-lo, mas depois que chegou em casa, confesso que perdi bastante da minha empolgação, nem sei o porque. Peguei duas semanas atrás, sem muita expectativa e demorei um pouco pra engrenar na história, mas confesso que me surpreendi no final.

Depois de Jogos Vorazes, fiquei bem feliz com outros lançamentos distópicos. Esse foi o que mais se compara com Jogos Vorazes, a personagem principal também é uma garota, que tem que enfrentar uma vida diferente daquela que ela levava.

No livro, a sociedade se divide em cinco facções, cada uma representada por uma virtude diferente. Quando os adolescentes completam 16 anos, eles tem que participar de uma simulação que mostra mais ou menos qual facção eles têm mais afinidade. Mas, a escolha oficial só é feita durante uma cerimônia em que o adolescente tem que escolher qual facção ele quer ir, independente do resultado da simulação.  Após isso, eles são separados da família e participar de todo um processo para iniciação na nova facção.

Gostei muito da ambientação da história, ao contrário de outros livros distópicos em que a sociedade vive junta, nesse ocorre quase uma segregação entre as facções. Elas não se misturam e ocorre até conflitos entre elas. E são nesses conflitos - no início do livro não muito evidentes - que se baseia a história.

Apesar de ser uma história nova, seguem mais ou menos nos mesmos moldes de outros distópicos. Mas, isso não é motivo de perder o interesse, porque me surpreendi com alguns fatos que não imaginava que ocorreriam no final. 

Adorei o desenvolvimento da Beatrice, no início, como uma garota ingênua e na dela e logo no final percebemos a transformação na verdadeira Tris, forte e com personalidade. Não tenho do que reclamar dos outros personagens, todos muito bem descritos.

O nível de inglês não é muito complexo, apenas algumas palavras que nunca tinha visto antes, como os nomes das facções. Nada que um Google Translate ajude.

"We are not the same. but we are, somehow, one."

4/5

quinta-feira, setembro 22, 2011

RESENHA: Chama Negra (Os Imortais #4) - Alyson Nöel

Chama NegraEnquanto tenta ajudar Haven na transição para a vida imortal e libertar Damen do feitiço que não a permite tocar nele, Ever se aprofunda mais e mais nos mistérios da magia negra. O feitiço, porém, vira contra a feiticeira, e ela se vê presa a seu maior inimigo: Roman. A força estranha e poderosa que toma conta de seu corpo impede que Ever consiga parar de pensar nele e de desejá-lo. Ela quer resistir à atração incontrolável que a está consumindo. Ele quer se aproveitar desse momento de fraqueza. A ponto de se render, Ever procura a ajuda de Jude, arriscando tudo e todos para salvar a própria vida e seu futuro com Damen...
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- Depois de muito sofrimento, pensamentos de desistência, estou aqui firme e forte no quarto livro dessa série. Se você está comigo nessa! Mê de um o/ nos comentários, rs.

Você que ainda não leu a resenha do livro anterior, aqui você pode acompanhar as cagadas enrascadas que a Ever se meteu em Terra das Sombras.

Como todos os livros dessa série, esse também começa quase exatamente de onde o anterior acabou. Nesse, a Ever ainda não sabe o que faz da vida e continua sem poder ir para o próximo nível com o Damen (se é que vocês me entendem!). Se você está começando a ler essa série agora, não quero te desanimar, mas esse é o livro que acontece menos coisa em toda ela - sente o drama!

Se tem uma personagem que eu consegui desgostar mais que a Ever, essa é a Haven. Alyson do céu, por que? Em todas as partes em que ela estava eu ficava com mais ódio, como pode ser uma personagem tão pé no saco. A Ever tá super agradável em comparação com a Haven U_________U

Grande parte da história foi pura enrolação para mim, a única parte que me fez ficar feliz foi o final e nem isso, porque algumas coisas ainda estão mal resolvidas. Enfim, a única coisa que eu espero do próximo da série são algumas respostas.

Agora, você me pergunta - Por que diabos você ainda lê? - Confesso que não tenho essa resposta, mas em parte porque eu tenho uma curiosidade tão grande para saber o que vai acontecer no final que não aguento. Além disso, gosto da mitologia, mas a extensão da história acaba com o que eu gostei do primeiro livro. 

Só mais dois livros para o final! Espero ter forças para chegar até lá.

3/5

domingo, setembro 18, 2011

RESENHA: Generation Dead - Daniel Waters

Em todo o país, um estranho fenômeno está acontecendo. Alguns adolescentes que morrem não estão ficando mortos. Eles estão voltando a vida, mas eles não são os mesmos. Eles fazem o melhor para se adaptarem em uma sociedade que não os quer. Se adaptar é difícil o bastante quando não se é bonito ou tem atitude, mas quando quase todo mundo está vivo ou não, é quase impossível.
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- Peço desculpas pela falta de atualização do blog, mas ando realmente sem tempo e com essa falta de tempo, não consigo colocar a leitura em dia ou não consigo nem fazer as resenhas #shameonme

Fazia muiiiito tempo que queria ler esse livro, demorei horrores para comprar e mais ainda para chegar até a minha casa. Gostei da história, mas acho que ainda faltou algo.

O livro se passa em uma sociedade em que os adolescentes estão voltando a vida, não é bem esclarecido o motivo disso, porque só acontece nos EUA, mas imagino que a verdade está por trás dos fast-foods, rs.

E quanto mais adolescentes voltam, mas complicada fica a situação. Ninguém sabe como agir e o que fazer com eles. Eles vão à escola e conseguem fazer tudo, mas não são bem aceitos nesse novo contexto. Eles são discriminados.

É nesse conceito de metáfora para o preconceito em geral, que vivem Phoebe (a garota gótica da capa) e Tommy (o 'zumbi'). Adorei a Phoebe, ela é corajosa e não se importa com o que os outros pensam, agora o Tommy, confesso que me decepcionei muito com ele no final - quem ler vai me entender!

A sociedade que se passa a história é muito bem descrita pelo autor. Se o governo tivesse maior controle sobre a sociedade poderia muito bem ser um distópico, porque todo o conceito é muito surreal e a sacada do autor comparar o preconceito com o fenômeno dos zumbis foi bem interessante na minha opinião.

Eu adoro filmes de zumbis, mas livros até então só tinha lido 'Orgulho & Preconceito e Zumbis'.  A humanização dos zumbis é bem legal, porque apesar de serem zumbis, os personagens podem falar e andar, tudo vai depender da causa da morte, o que me leva novamente ao motivo de eu não ter gostado da atitude do Tommy.


Fiquei satisfeito com o livro, mas não gostei de alguns momentos em que o autor enrola um pouco, colocando coisas desnecessárias. Enfim, o nível de inglês pode ser considerado médio. Mas, quem se arrisca o Google Translate tá aí pra isso! rs.


"We are . . . inconvenient. No one knows what . . . to do with us. We do not know what to do. . . with ourselves."


4/5

sexta-feira, setembro 02, 2011

RESENHA: Terra de Sombras (Os Imortais #3) - Alyson Nöel

Terra de SombrasEver e Damen viajaram por muitas vidas e combatendo centenas de inimigos, para poder estar juntos. Porém quando seu desejado destino quase está em suas mãos, Damen cai em uma maldição poderosa. Um simples contato entre eles causaria a morte, levando a Damen a Shadowland. Ever desesperada por salvar a Damen, consegue ajuda de um surfista, Jude. Mesmo acabando de conhecê-lo, Jude parece muito familiar. Ever sabe que Damen é a sua alma gêmea e nunca o esqueceria. Porém ao passar do tempo, sua conexão com Jude cresce mais, colocando à prova seu amor por Damen como nunca antes...
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- Eu achava que já tinha desistido dessa série, mas o Skoob PLUS me fez mudar de ideia quando colocou esse livro como disponível para troca.

Li o primeiro livro dessa série logo quando lançou, achei o livro muito bom e o final foi bem satisfatório, na minha humilde opinião. Comprei o segundo e me decepcionei imensamente. Então, só fui voltar a ler depois de muito tempo e já com as várias sequências lançadas.

Esse volume começa exatamente de onde o segundo livro parou, ou seja, de onde a Ever faz uma grande burrada e bota tudo abaixo, bem típico dela. Por causa disso, ela não pode ter nenhum contato com o Damen em que tenha DNA envolvido (sacaram?), então, já vai sentindo a tensão sexual da história. Quando a Ever não queria, podia, agora que ela está louca para o você-sabe-o-quê, ela não pode, rs. Mas a história não é só isso não, minha gente.

Achei esse terceiro beeem melhor que o segundo, ainda temos o vilãozinho da história, que eu particularmente gosto bastante quando ele aparece e ainda temos o Jude, mas só lendo para saber o porque desse fulaninho na história. Mas, o que eu gostei mesmo foi a adição de elementos de bruxaria. Uma pena que não durou muito, mas como é com a Ever nada dura (implicância pura).

Uma coisa que eu senti em relação ao livro, é que ele é meio cheio de altos e baixos. O começo é um tanto morno, mas pro final melhora e te deixa querendo as respostas...mas o final em si não me deixou 100% feliz. É aquilo também, é série...então, a autora deixou meio em aberto e você querendo saber afinal de contas - a Ever ferra com tudo ou ela alguma vez na vida vai conseguir fazer algo dar certo? Eis a questão.

3/5

sexta-feira, agosto 05, 2011

RESENHA: Flawless (Pretty Little Liars #2) - Sara Shepard

FlawlessSpencer roubou o namorado de sua irmã. Aria ficou com o coração partido em relação ao seu professor de Inglês. Emily começou a gostar de sua nova amiga Maya. . . tanto quanto de seu amigo. A obsessão de Hanna pela aparência impecável está lhe fazendo mal. E seus segredos mais terríveis ainda são tão escandalosos que a verdade iria arruiná-las para sempre.
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- Esse é o segundo volume da série interminável 'Pretty Little Liars'. Já fiz a resenha do primeiro livro, que você pode encontrar aqui. A minha primeira resenha da série não foi muito positiva, já que eu tinha achado a história praticamente igual a série de TV, que eu também acompanho. Mas, nesse segundo livro algumas coisas mudaram. Foi isso que me fez ter vontade de continuar com a leitura.

A história começa sem grandes surpresas, até que 'A' começa a atormentar as mentirosinhas sobre um assunto até então esquecido - The Jenna Thing - esse é o assunto principal desse livro. Quem vê o seriado já sabe o que é, então não fiquei naquela expectativa se eu não soubesse, mas mesmo assim gostei da leitura por causa dos maiores detalhes. Além disso algumas mudanças entre série de TV e livro, me fizeram me perguntar o que vai acontecer adiante.

Gosto bastante da forma que a autora conta a história através de vários pontos de vista. Mas isso tem um ponto negativo, porque às vezes você quer chegar logo na história da próxima personagem que está mais interessante.

Comigo não tem aquela coisa de imaginar as personagens, já que eu já tenho a imagem delas por causa da série de TV. Mas para quem não vê, é mais interessante, porque existem tanto diferenças físicas como em algumas atitudes. Acho que por mais que a série de TV queira ser fiel ao livro, ainda mostra as garotas de uma forma infantil. Tudo bem que elas são adolescentes no livro, mas algumas atitudes são bem adultas.

Enfim, fica a minha indicação para quem está começando a ler em inglês. Não tem um nível de dificuldade muito alto e a história se desenvolve de uma maneira bem rápida e boa de ler.

Não sei se vou conseguir ler tão cedo a continuação, mas estou angustiado em querer saber logo quem é a 'A'. Fiquei sabendo que ela é descoberta lá pelo livro 4 e eu não vejo a hora de poder descobrir.

4/5

terça-feira, agosto 02, 2011

RESENHA: White Cat (The Curse Workers #1) - Holly Black

White CatCassel vem de uma família de curse workers - pessoas que tem o poder de mudar as suas emoções, suas memórias, sua sorte pelo simples toque de suas mãos. E desde que curse work é ilegal, todos são da máfia ou vigaristas. Exceto por Cassel. Ele não tem o toque mágico, então ele é um excluído. Você só precisa ignorar um pequeno detalhe - ele matou a sua melhor amiga. Desde então, Cassel tem construído uma fachada de normalidade, se misturando na multidão. Mas sua fachada começa a desmoronar quando ele começa a ficar sonâmbulo, impelido na noite por sonhos sobre um gato branco que quer lhe contar algo.
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- Fiquei com vontade de ler esse livro por causa de uma indicação da Lívia do Wishing a Book, ela falou super bem da autora. A indicação era de outra série da autora, mas quando vi esse livro disponível na Saraiva, não pensei duas vezes! - Tenho que ler, NOW!

Não acreditei muito quando ela disse que a autora fazia o leitor sofrer e é realmente bem isso que eu senti!

A história gira em torno de um mundo em que existem os curse workers, como fala na sinopse são pessoas que tem o dom de pelo toque mudar suas emoções ou sua sorte, etc. Cassel, não é um curse worker, mas a sua família inteira é. E a partir de um sonho e sonambulismo que a história de desenvolve em muito mistério.

A autora vai soltando algumas revelações ao longo do livro e mais e mais você quer saber o que vai acontecer em seguida. Ela me fez sofrer, porque enquanto ela solta aos poucos eu queria logo descobrir o que iria acontecer.

Gostei demais do livro ser em primeira pessoa e o protagonista ser um garoto. Já estava enjoado de garotas narrando e cheio de mimimi sem sentido! #DESABAFEI

A narrativa é super boa, não sei como ainda enrolei para terminar. Os personagens são bem descritos e o final foi ótimo para me deixar com vontade de ler o próximo. Já aviso que se for comprar, já deixa o segundo na reserva! rs.

Fazia muito tempo que não lia um YA de qualidade, que me deixasse na expectativa no que que viria acontecer, além disso sem ser previsível. Enfim, gostei demais e quero ler logo o próximo!

O nível do inglês não é muito complexo, só não me arriscaria se for o primeiro livro a ser lido em inglês. Eu sempre insisto que para primeiro livro em inglês é bom ler um chick-lit, mas se quer arriscar o Google Translate tá aí né!

"Clever as the devil and twice as pretty."

5/5 
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- Capas:

Black HeartRed Glove     

sexta-feira, julho 29, 2011

RESENHA: Os Herdeiros dos Titãs - Eric Musashi

Os Herdeiros dos TitãsOS HERDEIROS DOS TITÃS narra o período decadente de uma civilização de quatro mil anos, quando dos desmandos de uma Rainha-Deusa e seus sacerdotes, ditos imortais. DE LUTAS E IDEAIS, a primeira parte dessa aventura, apresenta o drama familiar de Téoder, maior herói de seu tempo, mas que foi levado a assassinar a própria esposa por ordem da Rainha. Arion, seu filho, é um revolucionário que evita o pai a todo custo. Mas quando ele passa a fugir das autoridades, deixando um rastro de sangue pelo caminho, um reencontro se torna cada vez mais necessário, trazendo à tona feridas antigas provocadas por um crime imperdoável.
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- Não lia um romance épico há muito tempo. Desde que abandonei "O Senhor dos Anéis" - li os dois primeiros e não consegui partir para o último. Não conseguia ler mais nada nesse estilo, aí surgiu a oportunidade de resenhar esse livro e mais uma vez tentei.

Achei o assunto interessante, parece uma mistura de  Senhor dos Anéis meets uma Tribo qualquer, com um toque de sobrenatural. O livro se passa em um mundo criado pelo autor, cheio de pessoas com características únicas, alguns com cabelos brancos, louros esverdeados e muito mais.

O começo do livro foi meio confuso para mim, apesar de ter toda aquela coisa de introdução na história, achei muito complexo esse início. Foi ao longo da história que fui me acostumando com a explicação dos acontecimentos. 

Gostei dos personagens, achei muito bem caracterizados pelo autor. Um que eu gostei especialmente, mas não teve tantas explicações sobre, foi a Rainha-Deusa. Gostei dela, mas achei a história dela muito subjetiva e sem esclarecimentos .

Um ponto interessante foram os flashbacks usados pelo autor, não contando a história de uma vez, mas em pequenas doses, mantendo o mistério dos acontecimentos. Mas um ponto negativo foram as viagens dos personagens, é uma coisa que geralmente acontece em livros épicos. Sempre tem uma viagem e muitas descrições que tornam a leitura cansativa, isso acaba me irritando muito.

Senti falta de intrigas, a história toda acontece de uma forma 'na linha', sem grandes descobertas ou acontecimentos que dessem um maior clímax ao livro.

A edição está super bem feita, não é uma editora que eu conheça, mas a diagramação é boa e não achei nenhum erro no livro. Pode-se perceber que o livro foi bem revisado. Só não identifiquei quem é a personagem na capa! Seria a Rainha-Deusa:S


Fiquei feliz por voltar a ler um livro de autor nacional. Sempre tive um pouco de preconceito e nunca me arriscava a ler, mas depois de algumas surpresas com os livros obrigatórios para o vestibular, posso perceber que isso sempre foi coisa da minha cabeça e é ótimo ver que a nacionalidade do autor não importa afinal de contas.

2,5/5
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[livro recebido para resenha] - Obrigado Eric!


segunda-feira, julho 25, 2011

RESENHA: Tequila Vermelha - Rick Riordan

Tequila VermelhaJackson 'Tres' Navarre retorna para sua cidade natal dez anos após o assassinato de seu pai. Porém, o caminho para as respostas em San Antonio, Texas, é bem mais difícil do que se pensava. Encontros com a máfia, jogos políticos, corrupção e dramas familiares tentarão desviar Tres da verdade ou matá-lo, o que acontecer primeiro. 
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- Esse livro faz parte dos compras feitas por impulso porque o preço estava muito bom. Comprei o livro na Saraiva por menos de R$ 8 reais, por causa do desconto progressivo, então nem estava ligando se fosse bom, mas imaginava, porque afinal era um livro do Rick Riordan.

Confesso que adoro a escrita dele na série Percy Jackson, não li a série toda, mas gosto bastante da escrita leve e a ação da história. Mas, não achei nada disso nesse livro. Imaginei que fosse diferente, por ser um livro adulto, mas me decepcionei, justamente porque parece que foi escrito por outro autor. É tudo completamente diferente.

Como comprei  'as escuras', mal li a sinopse. Quando descobri que era algo no estilo policial não fiquei decepcionado, porque eu gosto. Mas, depois de uns três capítulos já estava sem vontade de continuar. A história não me atraiu, acho que não estava no clima certo para o livro. Não rolou.

Li o livro no modo automático, não dando muita atenção e algumas vezes não entendendo 100 % das intrigas. Porque nesse livro tem intriga, se você perder uma linha sequer você pode ficar perdido. 

A história é bem escrita, isso é evidente. Mas senti falta do Rick de Percy Jackson.

No final, percebi que o assunto não me atraiu. É um estilo de livro policial mais voltado à política, prefiro muito mais histórias com serial killers ou aquela coisa de quem matou quem.

3/5

sexta-feira, julho 22, 2011

RESENHA: Anna e o Beijo Francês - Stephanie Perkins

Anna e o Beijo FrancêsAnna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto - que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?
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- Bem antes de saber sobre do que se tratava, eu fiquei com vontade de ler por causa da capa, mas nada além disso. Pela capa podia ter uma ideia do que era - menina se apaixona por garoto francês, mas não dá certo no início e todas aquelas coisas clichezentas.  O livro realmente tem tudo isso, mas o diferencial é a forma que tudo isso é escrito. 

Anna vai meio que obrigada para Paris, já que seu pai Nicholas Sparks, escritor famoso, quer que ela vá. A garota sortuda, pra não dizer menos, tem que terminar o seu High School lá. Tudo muito lindo, até que ela conhece o tão falado St. Clair, ele é tipo o garoto que todas morreriam pra ter e etc. Agora você pode estar pensando - Ahh, já vi isso um milhão de vezes em filmes da Sessão da Tarde! - Mas não, a história é muito boa.

A Anna é uma personagem bem interessante, tem uma queda por filmes e quer ser crítica de cinema. Adorei isso, porque eu também adoro filmes. E é ao longo que livro que ela vai se apaixonando pelo St. Clair, ela não quer aceitar, mas a amizade dos dois é o ponto de partida. Gostei disso, não é aquela coisa súbita, avassaladora que não acontece na vida real - vamos combinar, né!?

O livro todo é uma delícia de ler, a escritora apesar de uma iniciante escreve muito bem. Achei os personagens muito bem caracterizados e o ambiente bem descrito. Na realidade, não sei se ela foi para a França ou não, mas poderia dizer que sim. A descrição dela me fez imaginar corretamente os ambientes, e são tantos!

É isso, para qualquer pessoa que tem o sonho de consumo de ir para a França é um livro muito bom, principalmente na descrição do comportamento das pessoas de lá. Confesso que depois de ler o livro, fiquei com desejo de comer macarons! Hm. 

"A palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós finalmente, estamos em casa."

4/5 

terça-feira, julho 19, 2011

RESENHA: Ladrões de Elite - Ally Carter

Ladrões de EliteQuando tinha 5 anos, Katarina Bishop distraiu os guardas da Torre de Londres para que o pai pudesse roubá-la. Aos 7, ela ouviu o tio Eddie planejar a interceptação de 80% do caviar do planeta. Quando fez 15 anos, Katarina armou um golpe por conta própria - um esquema para entrar no melhor colégio interno dos Estados Unidos e deixar para trás os negócios da família. Só que trocar de ramo e ter uma vida normal acabou sendo mais difícil do que Kat esperava. Hale, seu amigo charmoso, bilionário e antigo comparsa, logo aparece para levá-la de volta à realidade da qual ela havia se esforçado tanto para fugir. Mas é por um bom motivo: uma inestimável coleção de arte de um temido mafioso foi roubada e ele quer recuperá-la, custe o que custar. Somente um mestre do crime poderia ter realizado essa proeza e o pai de Kat é o único suspeito, embora insista em negar qualquer envolvimento. Encurralado entre a Interpol e um inimigo assustador, ele precisa da ajuda da filha. Para Kat, só existe uma saída: encontrar os quadros e roubá-los de volta. 
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- Esse é um dos livros que nem entrou na minha lista de desejados, mas acabei comprando. Comprei em uma promoção e não me arrependi, a única coisa que me irritou na edição foi a diagramação. A divisão de capítulos é na mesma página, isso me irrita muito, parece que a editora quer economizar papel. Enfim, sou desses que até nisso presta atenção e reclama.

Apesar de achar os personagens muito novos, a história não é nenhum pouco bobinha. Todos os personagens são maduros e nem parece que tem a idade que tem, mas tudo isso por causa do meio em que eles cresceram. 

Nunca tinha lido um livro sobre ladrões e foi com isso que a autora me ganhou. Fugiu da mesmice e escreveu um livro muito bom, sem enrolação e que apesar de ser uma série, tem uma conclusão muito boa.

Uma coisa que me ainda incomoda é o fato dos personagens serem muito jovens e já se passarem por adultos. Achei meio fora da realidade, mas fora isso adorei a trama.

Estou gostando muito desses livros que se passam em vários países e lugares diferentes. Como Anna e o beijo francês, Katarina também passa por Paris e muitos outros lugares para tentar tirar a culpa do seu pai. Além disso, em vários momentos ela é questionada sobre o fato dela não querer mais essa vida, já que ela é muito boa no que faz. 

Não estou ansioso para a sequência, mas vou ficar bem feliz quando puder ler. O livro não é daqueles que você não conseguiria viver sem, mas é uma ótima distração. Principalmente por contar com uma história de aventura, nesse meio saturado de sobrenatural.

4/5

sábado, julho 16, 2011

RESENHA: Love You Hate You Miss You - Elizabeth Scott

Love You, Hate You, Miss You
Faz setenta e cinco dias. Amy está cansada da atenção súbita dos seus pais nela. E ela está realmente cansada das pessoas perguntarem sobre Julia. Julia se foi, e Amy não quer falar sobre isso. Ninguém conhecia Julia como ela. Ninguém entende o que a vida está tirando dela. Ninguém entende o que é saber que tudo foi sua culpa. A terapeuta de Amy acha que ela deve manter um diário, mas em vez disso, Amy começa a escrever cartas para Julia. E enquanto ela escreve carta após carta ela começa a perceber que o passado guarda seus próprios segredos - e que o presente merece uma chance.
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- Esse foi um dos livros que comprei no Better World Books com um preço super pechincha por ser uma edição hardcover. Aqui no Brasil, o livro vai ser lançado pela Editora Underworld, mas acho que ainda sem previsão de lançamento.

Demorei um pouco pra ler, principalmente por pensar em se tratar de uma leitura pesada e triste. Confesso que o livro é bem isso, mas gostei bastante da escrita da autora.

O livro se trata basicamente sobre perda e culpa. A personagem principal perde a melhor amiga e em todo o momento se acha culpada pela morte dela, mas enquanto ela sofre com esse sentimento ela vai percebendo que ela não era tão feliz como ela pensava e que ela tem que mudar, especialmente devido as consequências deixadas pela morte da amiga, que a persegue em todos os momentos.

O livro todo é intercalado por cartas e normalmente, em primeira pessoa. Gostei bastante desse diferencial, de uma forma que não deixou a leitura cansativa. Já que todo a culpa que a personagem carrega poderia deixá-la um pé-no-saco e uma reclamação atrás da outra. 

Confesso que a personagem é sim reclamona, só que o interessante do livro é como ela percebe que nem tudo se resume a Julia. Que desde que ela apareceu na vida de Amy tudo era apenas Julia e ela estava deixando de ser uma pessoa normal, vivendo alienada à amiga.

 É, afinal de contas uma história triste, mas a autora mostra também o processo de superação, que por sinal, foi a parte que eu mais gostei. 

Não é um tipo de leitura que eu estou acostumado, mas estou ficando bem satisfeito com os últimos livros que eu li. Faz parte de um YA mais contemporâneo, como - David Levithan ('Boy Meets Boy') ou algo mais voltado ao drama como esse.  

Recomendo para todo mundo que adora young adult, só que quer fugir um pouco do sobrenatural, que aliás está virando 'tudo da mesma coisa', rs.

"What do I know about comfort, about making things better? I only know how to make them worse."

4/5 

quarta-feira, julho 13, 2011

RESENHA: Lonely Hearts Club - Elizabeth Eulberg

Lonely Hearts ClubPenny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?
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- Achei completamente desnecessária a citação da Stephenie Meyer, autora de Crepúsculo, depois de ler o livro percebi que o livro na verdade não precisa de apresentações. E para quem ja leu Crepúsculo, isso não é uma certeza que você possa gostar de 'Lonely Hearts Club'.

Fazia muito tempo que eu não lia um Chick-lit tão bom, mas além de Chick-lit, pode muito bem ser considerado um YA, sem o menor problema, só tirando o fato que nesse livro não tem seres sobrenaturais (Oh Shit!).

Outro ponto que poderia me fazer não ler o livro era o fato das citações aos Beatles e eu com certeza não sou um grande fã dos Beatles, interesse zero neles. Mas depois que comecei a leitura, mal percebi isso, as citações são bem sutis e não daquela maneira (sou fanática pelos Beatles e só falo disso), com isso em mente fui em frente sem medo.

O assunto não é totalmente novo, mas a forma trabalhada foi interessante - um clube. Nunca tinha lido sobre isso em outros livros, mas já ouvi falar de livros assim, mas com assunto mais adulto, aqui no caso seria de uma forma mais leve, até teen. Mas, lembrando que é uma escrita inteligente, sem cair nos clichês de livros teen.

A minha personagem favorita foi a Tracy, adorei o sarcasmo e os comentários legais. A personagem principal é legal, mas sei lá, nem sempre são os principais que me atraem.

Já esperava pelo final, mas gostei que não foi de uma maneira direita. Demorou para acontecer e fiquei satisfeito com o desfecho. Confesso que adoraria se fosse uma série, adorei a escrita da autora. Uma pena que o final não deixa espaço para isso.

" Você tem de admitir: esse clube definitivamente não será um tédio. E nem mesmo chegamos à parte em que sacrificamos bodes - e garotos! Ainda!"

4/5 

quinta-feira, julho 07, 2011

RESENHA: Gone (Wake #3) - Lisa McMann

Gone - DesaparecerNo início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela. Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz. Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…
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- Antes de começar a resenha gostaria de fazer um 'momento protesto', porque diabos a Editora foi cagar na edição desse livro!? O exemplar que eu recebi veio com a capa em uma textura totalmente diferente dos livros anteriores, parece areia - MUITO FEIO! Enfim, achei muito mal feito o acabamento.

Agora, vamos a resenha! Esse é o livro final da Trilogia e como mais uma série que acompanho, demorei muito tempo para comprá-lo. Só consegui depois de conseguir um super promo no Submarino, não sei vocês, mas eu tenho um dó imenso de gastar 19,90 num livro que nem tem 200 páginas.

Quem quiser pode ler a resenha de Fade, segundo livro da série, aqui. O primeiro livro foi bem introdutório sobre o dom e a vida de Janie e por isso e pelo jeito que a autora escreve, muita gente desistiu. O segundo livro foi muito melhor nos quesitos tensão e esclarecimento de dúvidas e o terceiro é o mais cheio de drama e  problemas.

Nesse livro Janie tem que lidar com as consequências das escolhas do segundo livro, mais os novos problemas que apareceram quando ela achava que estava tudo bem. A dificuldade é, como lidar com tudo isso?

Apesar do livro ser uma eterna reclamação sobre a vida dela eu confesso que sofri com ela. Ela não sabe o que escolher e como viver com as consequências depois. Viver aterrorizada pela perspectiva de uma vida curta e feliz de certa forma ou viver sozinha  e assim poder viver mais.

O que eu mais gostei do livro é a relação do Cabel e da Janie e como os dois se entendem. Cada um com o seus traumas, mas o amor dos dois é maior que isso.

4/5

segunda-feira, julho 04, 2011

RESENHA: City of Glass (The Mortal Instruments #3) - Cassandra Clare

City of GlassPara salvar a vida de sua mãe, Clary precisa viajar à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Shadowhunters. Para piorar as coisas, ela descobre que Jace não a quer lá, e que Simon foi jogado na prisão. Enquanto descobre mais coisas a respeito do passado de sua família, Clary encontra um aliado misterioso, Sebastian. Com Valentine juntando a força total de seu poder para destruir todos os Shadowhunters, a única chance destes sobreviverem é lutando ao lado de seus inimigos eternos. Mas conseguirão os Downworlders e os Shadowhunters colocar seu ódio de lado a fim de trabalharem juntos? Enquanto Jace percebe exatamente quanto está disposto a arriscar por Clary, conseguirá ela dominar seus recém-descobertos poderes para ajudar a salvar a Cidade de Vidro - custe o que custar? 
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- Você pode encontrar as resenhas dos livros anteriores aqui e aqui. Para quem ainda não leu nenhum dos livros, não precisa se preocupar porque vou tentar não soltar nenhum spoiler gigante sobre o andamento da série - tranquilos!

Depois de ter lido o segundo livro da série eras depois do primeiro, fiquei bem confuso já que não me lembrava nem da metade da história e de detalhes cruciais da trama. Como comprei o segundo e terceiro livros juntos tive a vantagem de não perder muito tempo e já conseguir ler o terceiro. E o que posso dizer, o terceiro na minha opinião foi o melhor, melhor que o primeiro e segundo juntos.

Clary dessa vez, está atrás de alguma maneira de salvar a sua mãe, já que ela continua um vegetal humano desde o primeiro livro e a única maneira é ir para a City of Glass. É lá que se passa a maior parte ou quase toda a trama do livro, como você pode imaginar nada é tão simples como parece e os planos de Clary não dão lá muito certo.

No começo achei meio parado, a Clary estava muito chata e tinha aquela coisa do Jace superprotetor que me irritava. Mas depois que a lentidão acaba o livro fica muito bom, várias, várias mesmo são as revelações feitas nesse livro. Penso que aconteceu isso, justamente, porque a Cassie achava que era o fim da série, mas pelo menos acaba com a maioria das dúvidas do leitor.

Sim! Se você está pensando no drama principal do livro, ele também se resolve. Gostei demais como a autora foi soltando os segredos e contando tudo, fiquei bem satisfeito.

A história foi muito bem desenvolvida, como nos outros livros a autora consegue equilibrar bem a ação e o mistério. Não deixando o leitor cansado de uma coisa ou outra, conseguida pela troca de cenários.

Enfim, City of Glass foi uma surpresa para mim por ter se superado. Agora só me resta esperar pela compra de City of Fallen Angels ou Clockwork Angel, uma série prequel de The Mortal Instruments - se alguém quiser me enviar de presente é só me avisar! n_________n

" But she had reached up and pulled him down to her, and the rest of his words were lost against her mouth. He kissed her gently, carefully, but it wasn't gentleness she wanted, not now, not after all this time, and she knotted her fists in his shirt, pulling him harder against her".

4/5 

segunda-feira, junho 27, 2011

RESENHA: Boy Meets Boy - David Levithan

Boy Meets BoyEssa é a história de Paul, no segundo ano de um colégio como nenhum outro: as cheerleaders dirigem Harleys e intolerância quase não existe. Quando ele conhece o novo garoto do colégio, sua vida amorosa vira um caos e tem gente até fazendo apostas sobre como ele vai sair dessa.
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- Antes de qualquer coisa, tem como não gostar dessa capa!? 

Finalmente encontrei um livro que não tem seres sobrenaturais ou qualquer outra coisa do tipo que me fez gostar assim mesmo. Depois desse livro, acho que vou me aventurar mais nesse estilo de literatura contemporânea com personagens diferentes e com história fofa e engraçada.

A história apresenta Paul e sua tentativa de ser feliz novamente depois de uma relação que não deu certo e é nesse momento que ele descobre Noah, um garoto diferente, que adora fotografia e pintura. Mas, nada é tão simples....Enquanto isso, uma amiga de Paul faz escolhas erradas e está com o cara errado, Tony, não consegue ser feliz com seus pais religiosos e além disso Kyle aparece na vida de Paul novamente.

Adorei a história simples mas complexa, nas suas confusões do dia-a-dia dos amigos de Paul e da própria vida dele. A sua indecisão em alguns momentos e como ele consegue sair das situações. Mas, o que eu mais gostei foi da ambientação da história feita pelo autor. Uma cidade que aceita o homossexualismo, onde um quaterback pode, ao mesmo tempo, ser uma drag queen. O autor conseguiu criar uma história tão fofa, mostrando que não importa a opção sexual, o amor continua o mesmo como todo o resto.

Para quem não lia nada que não tivesse um ser sobrenatural no contexto foi uma grande mudança. Mas, foi ótimo. A história em nenhum momento me fez sentir falta de alguma coisa, o autor deixa o mistério certo para você querer saber o que vem em seguida, sem contar que apesar de ficção o livro é como na vida real, não existe uma fórmula exata, tudo pode se arranjar de outra maneira.

Com o fim do livro fiquei morrendo de vontade de ler algo parecido. Ainda bem que o autor tem vários livros com histórias igualmente fofas, mas ao mesmo tempo com algum assunto sério envolvido. Sem contar que as capas dos livros são tão bonitas! (sério, é o que mais me atraiu antes de qualquer coisa).

Acho que no Brasil só tem um livro do autor - Nick & Norah, na verdade foi escrito em conjunto com outra autora. Nem preciso dizer que também quero ler! rs.

"But I think we both knew, even then, that what we had was something even more rare, and even more meaningful. I was going to be his friend, and was going to show him possibilities. and he, in turn, would become I could trust more than myself."

4/5  *_______*


quinta-feira, junho 09, 2011

RESENHA:(BOOK TOUR) Instintos Cruéis - Carrie Jones

Instintos CruéisZara White suspeita que um cara estranho esteja meio que a perseguindo, de um modo bem compulsivo e obsessivo. E ela também tem uma obsessão... por fobias. E é bem verdade que ela não é mais a mesma desde que seu padrasto morreu. Mas precisava ser exilada no Maine, para morar com a avó ? Isso já parece um pouco extremo, não? No entanto, foi uma atitude tomada com o suposto propósito de fazer com que Zara mantenha sua sanidade... porém, ela está bem certa de que o verdadeiro problema é que sua mão não consegue lidar com ela nesse momento. Zara não poderia estar mais errada. Acontece que o cara que meio que a persegue não é um produto da sua imaginação. Na verdade, ele ainda a está seguindo, deixando para trás um misterioso rastro de poeira dourada. Algo não está certo - algo não humano - nessa cidadezinha estagnada no Maine, e todos os sinais apontam para Zara.
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- Recebi esse livro pelo Book Tour feito pela Editora Underworld, quem quiser pode ler a minha outra resenha também do Book Tour (Sussurros de Uma Garota Apaixonada - Mandy Porto).  

Quem leu a resenha sobre o livro da Mandy pode perceber que eu não gostei do livro,  com esse eu tive o mesmo problema. Acabei achando muito "da mesma coisa', que todo mundo que acompanha os lançamentos YAs sabe do que se trata.

Garota problemática encontra garoto misterioso e sempre tem algo por trás envolvendo algum dos dois. Apesar da vontade que eu estava pra ler esse livro, me decepcionei demais. Achei muito fraca a história, os eventos só vão se desenrolar para o final e enquanto não acontece nada, o livro fica  se arrastando. Sem contar a lerdeza da protagonista para perceber as coisas -  me irritou demais!

O livro fala sobre pixies, seres poderosos que precisam de uma rainha para manterem esse poder ou se não conseguirem, podem se alimentam de humanos nesse meio tempo. Gostaria que a mitologia dos pixies fosse bem mais explorada, achei tudo muito explicado por cima.

Em relação ao personagens, não gostei de nenhum. A Zara, protagonista do livro, nem se fala...em alguns momentos ela pode citar Nietzsche, mas em outros parece uma criança. As fobias que estão descritas em cada capítulo do livro, se inserem na história de uma maneira sem noção. A Zara acha que se dar nome a um medo, ela pode enfrentar isso. Enfim, não me simpatizei com ela.

Não sei como é o livro em inglês, mas alguns problemas na tradução me irritaram. Em várias frases se repetia o "não" no final ou ainda algumas escolhas de palavras, que se trocadas poderiam ter ficado bem melhores na minha opinião.

Enfim, tudo é uma questão de gosto. No caderninho que veio junto com o livro para expressar a minha opinião, tem várias críticas dizendo que gostaram do livro. Eu posso ter sido a exceção. 

É inegável dizer que a Editora Underworld fez um ótimo trabalho, ainda que eu goste mais da capa original, a capa escolhia é bem bonita, além de toda a diagramação diferenciada.

2/5